O município de Envira (AM), localizado a cerca de 1.470 quilômetros da capital Manaus, vive um momento de forte tensão política e administrativa que pode resultar em um prejuízo milionário para a população.
Moradores e lideranças locais denunciam como “lamentável” a retirada de maquinários importantes para obras de infraestrutura da cidade, decisão atribuída ao atual prefeito Ivon Rates. A situação reacende críticas sobre a condução de projetos essenciais para o desenvolvimento urbano de Envira.
Máquinas que seriam utilizadas para pavimentação das ruas do município de Envira com recursos de convênio do governo do Amazonas estão sendo retiradas do município e mais de R$ 30 milhões podem ser perdidos por decisão da gestão do prefeito Ivon Rates que apresentou interesse de romper o contrato com a empresa responsável pelas obras.
De acordo com relatos, o esforço da gestão anterior, liderada pelo ex-prefeito Ruan Mattos e pelo vice-prefeito Lira Castro, com o apoio do ex-prefeito Rômulo Mattos, foi fundamental para retirar a prefeitura da inadimplência junto aos órgãos de controle. Esse avanço ocorreu após problemas graves na execução de um convênio firmado em 2013, no valor de R$ 12 milhões.

No entanto, a polêmica se intensifica ao lembrar que cerca de R$ 8 milhões chegaram a ser liberados ainda em um mandato anterior do atual prefeito Ivon Rates, com o objetivo de pavimentar 100 ruas da cidade. Segundo as denúncias, os recursos não foram aplicados corretamente, e as obras não foram executadas como previsto.
Agora, o cenário se agrava ainda mais. Envira corre o risco de perder quase R$ 30 milhões de convênio do governo do Amazonas, celebrado com empresas e destinados ao melhorias dos sistemas viários dos municípios, mas o ex-prefeito Ivon Rates só conseguiu celebrar o convênio no último ano do mandato devido a inadimplência da gestão anterior de Ivon Rates.
Lastimável situação das ruas enfrentada pelos moradores
Na conta da prefeitura de Envira estão disponíveis R$ 4 milhões do convênio desde 2025 e a empresa está mais de um ano e três meses aguardando autorização para dar continuidade às pavimentações de ruas, no entanto a atual gestão apresentou interesse de romper o contrato com a empresa responsável pelas obras.
A decisão causa indignação e levanta questionamentos sobre o futuro da infraestrutura urbana do município. Para muitos, a possível perda desses recursos representa não apenas um retrocesso, mas um golpe direto na qualidade de vida da população que passa por um momento de grande caos em todos os setores da administração.
As informações foram reforçadas por Rômulo Mattos, que classificou a situação como “inacreditável” diante das oportunidades que podem ser desperdiçadas e relembrou que o município teve quase todas suas ruas pavimentadas no ano de 2000 no seu segundo mandato.
Enquanto isso, moradores seguem aguardando respostas da gestão municipal e, principalmente, soluções concretas para um problema que já dura anos e ameaça comprometer o direito dos moradores de ter uma vida menos sofrida, concluiu Rômulo Mattos.