Cruzeiro do Sul, Acre, 8 de julho de 2026 12:55

Morre no Hospital do Rim, em Rio Branco, Ariosto Pires Miguéis, ex-deputado estadual e fundador do MDB no Acre

Ariosto fez parte da geração que participou da eleição de José Augusto, primeiro governador do Acre escolhido pelo voto direto, em 1962

Ariosto Pires Miguéis morreu neste domingo (5), por volta das 8h, no Hospital do Rim, em Rio Branco. Ele tinha 90 anos e enfrentava problemas de saúde. O velório está previsto para acontecer na Assembleia Legislativa do Acre.

Nascido em Rio Branco em 27 de agosto de 1935, filho de um imigrante português, Ariosto iniciou a atuação política aos 15 anos. Fez parte da geração que participou da eleição de José Augusto, primeiro governador do Acre escolhido pelo voto direto, em 1962.

Ariosto Pires Miguéis morreu neste domingo (5), por volta das 8h, no Hospital do Rim, em Rio Branco

Ariosto Pires Miguéis morreu neste domingo (5), por volta das 8h, no Hospital do Rim, em Rio BrancoFoi fundador do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Acre e integrou o grupo de lideranças que sustentaram a oposição legal durante a ditadura civil-militar. Nesse período, seu nome passou a constar em registros do Serviço Nacional de Informações (SNI) e do Centro de Informações do Exército (CIE), órgãos que o classificavam como alvo de acompanhamento permanente.

Em 1969, após o Ato Institucional nº 5, foi processado e condenado pela 8ª Região Militar, com sede no Pará, com base na Lei de Segurança Nacional. Ainda naquele ano, o Superior Tribunal Militar declarou prescrita a punição, encerrando o processo no âmbito jurídico. Segundo os registros consultados, a vigilância sobre ele, no entanto, se manteve por décadas, incluindo relatórios que o associavam a supostos contatos com a Frente de Libertação Nacional Esperança (FLNE).

Na trajetória política, foi o primeiro prefeito de Plácido de Castro. Ocupou depois a Secretaria de Administração no governo de Nabor Júnior, à frente da primeira reforma administrativa do Acre.

Foi eleito deputado estadual e exerceu a liderança do governo Flaviano Melo na Assembleia Legislativa. No MDB, integrou o grupo identificado como “Cabeças Brancas”, lideranças históricas do partido no Acre.

Fora da política institucional, foi um dos fundadores do Atlético Acreano e presidiu, na década de 1990, a empresa de navegação Loyd Libra S/A. Presidiu também a Casa do Acre, entidade de acolhimento a acreanos, da qual foi fundador.