Ele estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro
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Em nota ao Correio, o hospital confirmou a morte e informou que se “solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda”.
Dennis Carvalho foi um dos nomes mais influentes da televisão brasileira. Ele construiu trajetória sólida tanto como ator quanto como diretor, ajudando a moldar a linguagem da teledramaturgia do país.
A relação com a televisão começou nos anos 1960. Ele passou pela TV Paulista e pela TV Tupi antes de chegar à TV Globo, em 1975. Na emissora, foi inicialmente escalado para atuar em Roque Santeiro, novela que acabou proibida pela censura na época do regime militar.
Pouco tempo depois, em Locomotivas (1977), viveu o personagem Netinho e teve a primeira experiência como diretor, conduzindo cenas nas semanas finais da trama.
No seriado Malu Mulher (1979), interpretou Pedro Henrique e aprofundou o interesse pela direção. Ele costumava contar que aproveitava os intervalos de gravação para observar o trabalho do diretor Daniel Filho, aprendendo os detalhes técnicos da produção.
Dennis dirigiu ainda algumas das produções mais marcantes da TV brasileira. Em parceria com o autor Gilberto Braga, comandou obras como Anos Rebeldes (1992), além de Vale Tudo (1989) e Celebridade (2003), consideradas marcos por abordar temas políticos e sociais com linguagem inovadora. Também esteve à frente de novelas como Babilônia (2015), Segundo Sol (2018), Selva de Pedra (1986), Fera Ferida (1993), Lado a Lado (2012) e Sangue Bom (2013), entre outros projetos na TV Globo.
Conhecido pelo estilo firme nos estúdios, popularizou bordões como “Fora, Vídeo Show!” e o característico “Silêncio!” antes de iniciar as gravações.
