Cruzeiro do Sul, Acre, 28 de fevereiro de 2026 21:54

Ministério Público do Acre e Polícia Civil deflagram megaoperação contra organização criminosa

4f556708-1b72-4911-986f-22f8885e0d14-scaled (1)

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil do Acre (PCAC) deflagraram, na manhã desta terça-feira, 13, a megaoperação conjunta denominada Casa Maior, com o objetivo de desarticular o núcleo estratégico de uma organização criminosa com atuação no estado. Ao todo, estão sendo cumpridas mais de 100 ordens judiciais.

A ação é coordenada pelo Gaeco e pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

A operação ocorre de forma simultânea no Acre e em outros seis estados; Goiás, Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, onde há ramificações da organização criminosa.

Mais de 150 agentes de segurança participam da ação. Até o momento, 15 pessoas foram presas.

No Acre, as medidas judiciais estão sendo executadas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Estão sendo cumpridos 62 mandados de prisão preventiva, 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Foram identificados 123 alvos.

As investigações apontaram a ligação de criminosos acreanos com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e com foragidos daquele estado. Também foi identificada a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que teriam passado a repassar ordens após a prisão dos companheiros.

Durante a apuração, foi identificado e bloqueado um elevado fluxo financeiro destinado ao financiamento das atividades criminosas e ao sustento das lideranças do grupo. A investigação também mapeou o processo decisório da organização, incluindo disputas internas de poder.

Além do tráfico de drogas, a operação desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro da capital, relacionados à cobrança das chamadas “taxas de segurança”.

As investigações seguem em andamento, e não estão descartados novos desdobramentos.