Cruzeiro do Sul, Acre, 8 de abril de 2026 15:03

Papa Leão XIV diz que ameaças contra civilização do Irã são ‘inaceitáveis’

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O papa Leão XIV afirmou, nesta terça-feira (7) que as as ameaças contra o povo do Irã são ‘inaceitáveis’. Declaração ocorreu em uma coletiva de imprensa. Fala veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que uma ‘civilização inteira morrerá’, se referindo ao povo iraniano.

O papa também declarou que ataques contra infraestruturas civis configuram violações do direito internacional.

‘A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral’, afirmou.

O líder da igreja católica intensificou as críticas ao conflito no Oriente Médio nos últimos dias. No final do mês de março ele chegou a dizer que ‘Deus não escuta as orações de líderes que promovem a guerra.’

Ainda nesta terça (&), o pontífice pediu que cidadãos de todo o mundo entrem em contato com representantes políticos e cobrem o fim da guerra. Ele acrescentou que é fundamental considerar as vítimas do conflito, especialmente as crianças.

Secretário-geral da ONU diz estar ‘profundamente preocupado’ com as ameaças contra civis

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está ‘profundamente preocupado’ com as recentes ameaças dirigidas à população civil do Irã, segundo informou seu porta-voz.

Embora não cite diretamente o presidente dos Estados Unidos, as declarações de Stéphane Dujarric vêm após Donald Trump afirmar que ‘toda uma civilização morrerá esta noite’, diante do prazo estabelecido por ele ao Irã.

De acordo com Dujarric, Guterres demonstrou inquietação com comentários ‘que sugeriam que populações civis inteiras ou civilizações poderiam ser obrigadas a arcar com as consequências de decisões políticas e militares’.

Ele ressaltou ainda que ‘não existe nenhum objetivo militar que justifique a destruição em larga escala da infraestrutura de uma sociedade’ nem ‘a imposição deliberada de sofrimento às populações civis’.

Para o secretário-geral, o conflito pode chegar ao fim ‘quando os líderes escolherem o diálogo em vez da destruição’, segundo ele, esse desdobramento ‘ainda existe’.