O perfil dos criminosos inclui, além do descumprimento de medidas protetivas, homens que cometeram crimes de lesão corporal contra mulheres
Cerca de 233 agressores acusados de violência doméstica e feminicídio foram presos nesta terça-feira (30) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, em ação coordenada com a SSP, a Secretaria de Segurança Pública, e a Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher.
Ao todo, cerca de 1.400 mandados foram expedidos pela Justiça. As ordens envolvem diversas formas de agressão, mas, segundo a polícia, a maioria está relacionada ao descumprimento de medidas protetivas. As prisões começaram na noite de ontem e seguem ao longo desta tarde.
A expectativa é de que esse número ainda seja atualizado ao longo do dia e que o total de 233 presos aumente em um próximo balanço. O perfil dos criminosos inclui, além do descumprimento de medidas protetivas, homens que cometeram crimes de lesão corporal contra mulheres.
São, em geral, maridos, namorados, conviventes ou ex-conviventes que ainda mantinham proximidade com as vítimas.
a operação ocorre em meio a uma alta nos casos de feminicídio. Em 2025, somente a cidade de São Paulo registrou o maior número para um ano desde o início da série histórica, em abril de 2015.
Um dos episódios que mais repercutiram foi o caso de Tainá, mulher atropelada e arrastada por mais de 1 km em uma via da capital. Ela ficou gravemente ferida e morreu após quase um mês internada. O caso foi citado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Oswaldo Nico, que afirmou que o combate à violência contra a mulher é uma das prioridades da gestão.
O Ministério Público de São Paulo instaurou, no dia 18 de dezembro, um inquérito para apurar a falta de políticas públicas de combate à violência contra a mulher no estado.
O governo estadual informou que ainda vai responder aos questionamentos do MP, mas afirmou que estuda a adoção de novas políticas públicas a partir de 2026. Entre as medidas avaliadas está a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher, unidades especializadas que buscam oferecer acolhimento humanizado e estimular a notificação de casos de feminicídio, hoje subnotificados em São Paulo.
