Cruzeiro do Sul, Acre, 6 de fevereiro de 2026 20:19

Polícia do Rio prende turista argentina indiciada por injúria racial

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A argentina Agostina Páez, acusada de racismo, foi presa hoje pela Polícia Civil, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio. Ela foi indiciada por ofensas racistas contra um trabalhador brasileiro em um bar de Ipanema, na Zona Sul da capital.

A vítima chegou a registrar em vídeos os ataques vindos da turista argentina.

A mulher chegou a postar um vídeo, ontem, antes da prisão, afirmando estar “morrendo de medo” após a Justiça do Rio decretar sua prisão preventiva. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse estar desesperada, alegou ter direitos violados e pediu ajuda.

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, afirmou.

Ontem o Tribunal de Justiça do Rio determinou a prisão preventiva da advogada argentina, sob a alegação de risco de fuga. O magistrado responsável aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio e a tornou ré por crime de racismo. No Brasil, a pena para essa tipificação varia de dois a cinco anos de prisão.

Antes da decisão, ela já havia sido proibida de deixar o país, teve o passaporte retido e passou a usar tornozeleira eletrônica.

De acordo com a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada se dirigiu à caixa do bar, chamou a funcionária de “mono”, termo espanhol para macaco, e fez gestos simulando o animal.

Imagens anexadas ao processo indicam que, após sair do bar, Agostina voltou a proferir ofensas racistas. Na calçada em frente ao estabelecimento, ela repetiu gestos imitando macaco contra três funcionários.