O primeiro mês do ano é dedicado, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para a mobilização social com a finalidade de intensificar os meios de combate e prevenção da hanseníase. Sendo assim, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul deu início à campanha de controle da doença e a primeira atividade foi a capacitação dos agentes de endemias e dos agentes comunitários de saúde, realizada nesta terça-feira (17), no Teatro dos Náuas.
Mais de 300 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde participaram do treinamento e receberam informações para orientar às pessoas sobre os cuidados para evitar a hanseníase, as formas de saber se foi acometido da doença e como é o processo de tratamento.
“O Brasil é o segundo país com o maior número de casos de hanseníase e, como a base de tudo são os agentes comunitários e saúde e os de endemias, o objetivo aqui é passar para eles que devem fazer a busca ativa. Alguma mancha ou dormência que alguém tenha existe a possibilidade de ser a presença dessa doença e eles precisam levar essa pessoa a uma unidade básica de saúde. Outra coisa é ensinar sobre o acolhimento para que um paciente que seja diagnosticado não se sinta excluído. A hanseníase é uma doença como qualquer outra e não se pega por beijo ou abraço ou qualquer contato rápido”, disse a médica infectologista, Rita de Cássia Lima.
Durante o treinamento também foi destacado que o diagnóstico precoce é de extrema importância para garantir a cura e o tratamento eficaz e evita as sequelas graves como acontecia.

Cruzeiro do Sul tem três Unidades Básicas de Saúde (UBS) como referência no atendimento dos pacientes da hanseníase. Além do posto do Nari do Môa, na Vila Assis Brasil e do Adalberto Sena, no Aeroporto Velho, a UBS da Vila Santa Luzia também é referência no atendimento. O município registrou 14 casos de hanseníase em 2020, em 2021 foram 11 casos e 10 casos foram diagnosticados em 2022.