Mais de 6,4 mil manifestantes foram mortos desde o final de novembro, segundo dados da HRNA
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu um pedido público de desculpas ao povo iraniano pela repressão violenta aos protestos antigovernamentais.
Pezeshkian expressou vergonha pelos eventos recentes e prometeu amparar aqueles que foram prejudicados, enquanto o país celebrava o 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979 com manifestações em todo o país.
Ao menos 6.490 manifestantes foram mortos no país desde que os protestos em todo o país eclodiram no final de dezembro, de acordo com dados atualizados da HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos), sediada nos EUA. A CNN não pôde verificar esses números de forma independente.
De toda forma, Pezeshkian não reconheceu diretamente o papel das forças de segurança iranianas no derramamento de sangue.
As autoridades iranianas atribuíram os distúrbios a “terroristas” ligados a estrangeiros, acusando-os de incendiar bazares, mesquitas e sítios culturais.
Trump havia feito alertas ao Irã sobre as mortes de manifestantes em meio à brutal repressão do governo no mês passado.
Ele disse na terça-feira (10) à Axios que está “pensando” em enviar outro grupo de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio, enquanto os EUA mantêm a pressão sobre o Irã em meio às negociações.