Barreira ecológica na saída do Igarapé Boulevard poderia impedir que sacolas e garrafas pets sejam despejadas no leito do Juruá
Na manhã desta sexta-feira (16), o nível do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, marcava 12,43 metros, se aproximando da cota de transbordamento, que é de 13 metros. No final da tarde na régua de medição a marca já é de 12,54 metros e segundo informações de ribeirinhos o nível da água continua subindo devido ao nível das águas em Marechal Thaumaturgo.

De acordo com informações do comandante do Corpo de Bombeiros, Major BM Josadac Cavalcante, os dados meteorológicos projetam chuvas acima da média para a região neste trimestre, influenciadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul que leva grande volumes de umidade ao Norte do Brasil afetando diretamente o Acre e o Vale do Juruá.

A Defesa Civil da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, que já tem o Plano de Contingência da pronto, informa que até o momento não houve pedido de retirada de famílias ribeirinhas de suas residências devido à elevação do manancial que normalmente acontecem depois do nível do Rio Juruá atingir a Cota de Transbordamento e chegar aos 13,80 metros.

A expectativa das autoridades é que o Rio Juruá continue subindo, pela avaliação dos registros dos últimos 30 anos, além das previsões meteorológicas que indicam um nível elevado para os próximos três meses. De acordo com um experiente ribeirinho, antes da alagação maior o Rio Juruá ainda deve ter uma vazante depois desse repiquete de águas.

Uma reunião no Centro Integrado de Comando e Controle no Juruá (CCICCJ/Sejusp), na manhã desta sexta-feira, com a presença do prefeito Zequinha Lima e representantes de órgãos estaduais e federais fez um alinhamento das ações de respostas à provável inundação do Rio Juruá que normalmente causa problemas aos ribeirinhos nos primeiros meses do ano que tem predominância de muita chuva.
A reunião foi conduzida pelo secretário adjunto da secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejuso), Evandro Bezerra da Silva teve ainda a presença do comandante do Corpo de Bombeiros e representantes da Sejusp, Polícia Militar, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Ministério Público, Defesa Civil, Polícia Penal, Detran, Deracre, além das Secretarias de Saúde e Educação e demais órgãos estaduais.

Uma constatação que se faz com a enchente do Rio Juruá é a grande quantidade de sacolas e plásticos que são despejados no manancial vindos do Boulevard Thaumaturgo que se aglomeram nas margens de saíde do igarapé e depois são lavadas pela correnteza para o leito do Rio. Uma sugestão seria colocar uma barreira ecológica para não deixar as sacolas, garrafas pet e outros lixos serem despejados no leito do Rio Juruá.