Um homem suspeito de matar a esposa e a filha foi morto durante confronto com a polícia, na manhã de hoje, em União do Oeste, Santa Catarina.
O que aconteceu
Jair Cuochinski, 46, teria matado a esposa, Juvilete Kviatkoski, 37, e a filha, Mariana Vitória Cuochinski, 15, a facadas. As informações são da Polícia Civil catarinense.
O suspeito foi morto em confronto com a polícia. Vizinhos haviam acionado a Polícia Militar após ouvir barulhos vindo da casa das vítimas.
PM alegou que Jair não obedeceu aos comandos para largar a faca usada no crime. Ele também teria avançado em direção aos policiais, e um dos deles atirou no homem, que não resistiu ao ferimento e morreu no local.
Após entrar na residência, a polícia encontrou Juvilete morta. A filha dela, Mariana, chegou a ser socorrida e levada ao hospital municipal, mas morreu na unidade de saúde. Mãe e filha serão sepultadas no Cemitério de Nova Erechim.
Prefeitura de União do Oeste decretou luto de três dias pelas três mortes. Em postagem nas redes sociais, a gestão municipal disse se solidarizar com familiares e amigos e pediu “a compreensão de todos diante de um momento tão difícil”.
Um inquérito foi instaurado para entender as circunstâncias do crime. A polícia científica já colheu evidências na residência.
Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
A violência sexual contra a mulher no Brasil
No primeiro semestre de 2020, foram registrados 141 casos de estupro por dia no Brasil. Em todo ano de 2019, o número foi de 181 registros a cada dia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 58% de todos os casos, a vítima tinha até 13 anos de idade, o que também caracteriza estupro de vulnerável, um outro tipo de violência sexual.
Como denunciar violência sexual
Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.
Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.