Cruzeiro do Sul, Acre, 8 de março de 2026 22:52

‘Sicário’ de Daniel Vorcaro foi velado é enterrado em Belo Horizonte neste domingo

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Foi velado e enterrado neste domingo (08), em Belo Horizonte, o corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado no caso do Banco Master. Conhecido como “Sicário”, ele morreu após ter a morte encefálica confirmada na noite de sexta-feira (6).

Segundo a defesa, a morte foi declarada oficialmente às 18h55, após o encerramento do protocolo iniciado ainda na manhã de sexta-feira. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e passou por exames de necrópsia antes de ser liberado para a família, na tarde deste sábado (7).

O corpo foi velado em um velório particular, na região oeste de Belo Horizonte e o enterro ocorreu no Cemitério do Bonfim, região noroeste da capital.

Entenda o caso

De acordo com a Polícia Federal, Mourão atentou contra a própria vida na última quarta-feira (4), poucas horas depois de ter sido preso durante mais uma fase da operação que investiga o caso Master. Ele estava em uma cela da Superintendência da Polícia Federal, em Belo Horizonte, aguardando transferência para uma unidade prisional provisória, quando foi encontrado desacordado por agentes.

Os policiais iniciaram os primeiros atendimentos e acionaram o Samu. Mas, conforme a CBN apurou, ele permaneceu um longo período sem oxigenação no cérebro e a equipe médica teve dificuldades para estabilizá-lo.

Após isso, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido. Asimagens das câmeras de monitoramento da cela, onde o Sicário estava, foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do processo e responsável pela ordem de prisão.

A defesa confirmou a versão apresentada pela Polícia Federal, mas criticou a demora no socorro prestado ao investigado.

Segundo as investigações, Luiz Phillipi Mourão era coordenador de segurança do empresário Daniel Vorcaro e apontado como chefe operacional de um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, onde teriam sido planejadas intimidações contra desafetos do empresário, além de invasões a sistemas da Justiça e de forças de segurança. Ele também tinha registros anteriores por crimes como estelionato e ameaça.