Cruzeiro do Sul, Acre, 3 de março de 2026 12:17

Suspeitos ofereciam cursos on-line de desbloqueio de celulares roubados, diz polícia

Parte dos investigados também é acusada de tentar acessar dados bancários das vítimas para realizar empréstimos e transações fraudulentas

Investigados também são acusados de tentar acessar dados bancários das vítimas para realizar empréstimos e transações fraudulentas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta segunda-feira (17) uma nova fase da Operação Rastreio, considerada a maior ofensiva nacional contra roubo, furto e receptação de celulares. A ação cumpre 132 mandados de busca e apreensão em 11 estados e tem como alvo suspeitos que ofereciam cursos on-line para desbloqueio de aparelhos roubados, além de pessoas que forneciam celulares para esse serviço.

Parte dos investigados também é acusada de tentar acessar dados bancários das vítimas para realizar empréstimos e transações fraudulentas

Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), a investigação começou em maio, após a prisão de Alan Gonçalves, apontado como referência no desbloqueio remoto de celulares. Além de realizar os procedimentos, ele ministrava aulas virtuais ensinando como destravar diferentes modelos e até remover IMEIs do Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), da Anatel — prática que permite que aparelhos roubados voltem a funcionar normalmente.

Os alvos desta fase são suspeitos de integrar uma rede que reintroduzia os dispositivos no mercado com aparência de legalidade. Muitos dos endereços vistoriados funcionam como lojas, quiosques e boxes de revenda de celulares. Parte dos investigados também é acusada de tentar acessar dados bancários das vítimas para realizar empréstimos e transações fraudulentas.

A operação ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Pará e Rondônia. Desde o início da Operação Rastreio, mais de 10 mil celulares foram recuperados, sendo 2.800 devolvidos aos donos, e mais de 700 pessoas presas por envolvimento no esquema.

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