O oficial já é réu por feminicídio e agora também é acusado de perseguir policiais dentro da corporação.
O tenente-coronel Geraldo Neto, preso por acusação de matar a própria esposa, a PM Gisele Alves, é investigado por ao menos cinco assédios morais e sexuais nos últimos quatro anos. Uma policial militar afirma ter sido vítima de assédio sexual no ano passado, quando ele ainda era casado com Gisele.
O oficial já é réu por feminicídio e agora também é acusado de perseguir policiais dentro da corporação.
A nova vítima afirma que foi cercada pelo oficial, que tentou beijá-la. Depois de recusar as investidas, ela disse ter sido transferida de batalhão como forma de punição. A identidade da policial é mantida em sigilo por medo de retaliação.
Além dessa denúncia, Geraldo Neto também é investigado por assédio moral contra pelo menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade. Ele também teria usado transferências como forma de retaliação às vítimas.
Na época, o oficial alegou que as agentes espalharam rumores sobre um suposto relacionamento dele com Gisele. Uma policial chegou a processar o Estado por assédio moral e recebeu indenização de cinco mil reais. Geraldo Neto não foi punido nesses casos. As informações são do Fantástico.
A mais recente denúncia de assédio é acompanhada pela família de Gisele. Segundo o advogado da família, o caso confirma ainda mais a personalidade reprovável do coronel. O caso é analisado pela Corregedoria da Polícia Militar.