Chapa vencedora incluiu professor que exercia cargo de confiança em prefeitura, o que é vedado pelo estatuto sindical
O Desembargador Carlos Augusto Gomes Lôbo, do TRT 14ª Região, Acre e Rondônia, negou seguimento aos recursos da presidente do Sinteac Rosana Nascimento, e manteve a decisão da também desembargadora Maria Cesarineide, que anulou as últimas eleições da entidade e cassou a chapa da sindicalista que comenda por duas décadas a representação dos trabalhadores em educação no estado.

A decisão mantida aponta que a chapa vencedora, encabeçada por Rosana Nascimento incluiu o professor José de Arimatéia, que mantinha vínculos profissionais com a prefeitura de Bujari, ocupando cargo de confiança na administração, o que é vedado pelo estatuto sindical e pela legislação.
A decisão manteve o entendimento da sentença de mérito e refutou a alegação de que
os serviços que José de Arimatéia prestava à prefeitura, atuando em vários processos e procedimentos se configurava como uma ação “técnica”. A sentença mostra que, na verdade, correspondia a “cargo de confiança”. Essa definição vedava a participação em chapa de trabalhadores.
Com a decisão, é inevitável uma nova eleição no sindicato, não estando vedada, a participação de Rosana, mas representando evidente desgaste de sua imagem. Sindicalistas apontam que a perspectiva da derrota no recurso teria motivado a ênfase de Rosana Nascimento em acelerar a mobilização de professores e escolas para protesto contra o governo, marcada para primeiro de abril.
Rosana Nascimento está á frente da mobilização de professores e profissionais de educação para um grande ato público em frente ao Palácio Rio Branco no dia 1º de abril em defesa da valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Trata-se de mobilização sindical para buscar reajustes e vantagens que a categoria do funcionalismo público tenta negociar com o governo, sem êxito até agora.