Cruzeiro do Sul, Acre, 2 de maio de 2026 03:35

Trump ameaça ataque ‘vinte vezes mais forte’ se Irã bloquear fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz

Trump ameaça ataque ‘vinte vezes mais forte’ se Irã bloquear fluxo de petróleo no Estreito de OrmuZ.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai atacar o Irã ‘vinte vezes mais forte’ caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada em uma rede social.

O Irã afirma que o Estreito está fechado desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os Estados Unidos negam que a rota esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.

No décimo dia do conflito no Oriente Médio, Trump deu sinais ambivalentes. Mais cedo, o republicano havia dito que os combates contra o Irã devem acabar em breve. Segundo ele, a guerra estava ‘praticamente concluída’.

O país persa rebateu e disse que o fim da guerra será determinado por Teerã.

Trump não estabeleceu um prazo para cessar os ataques. Ao falar do fim do conflito, o presidente exaltou a capacidade militar americana.

A sinalização foi feita no dia em que a perspectiva de interrupção no fornecimento global de petróleo levou o preço do barril aos 120 dólares, no maior valor em quatro anos.

Antes do início do conflito, a cotação estava em torno dos 70 dólares. Depois das falas de Trump, o petróleo caiu e voltou a ficar abaixo dos cem dólares.

O presidente americano disse que poderia suspender algumas sanções envolvendo o petróleo, mas não especificou quais. Segundo a agência Reuters, as sanções contra o petróleo da Rússia podem cair como parte de um pacote para conter a disparada de preços.

Nesta segunda-feira (9) , o presidente Lula se disse preocupado. Segundo ele, o conflito ameaça a paz e a segurança internacional e tem impacto econômico, aumentando o preço dos combustíveis.

Durante encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula disse também que o Brasil precisa se preparar para evitar invasões ao território nacional.

O presidente exaltou a paz na América Latina, mas ressaltou a necessidade de modernização da defesa brasileira.

A preocupação de Lula vem num momento em que o Brasil atua em uma frente diplomática delicada junto aos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para tentar impedir que o governo Trump classifique facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

O temor do Itamaraty é que a medida abra brechas na legislação americana para operações militares unilaterais no Brasil, a exemplo do que ocorreu na Venezuela.