De acordo com veículos de imprensa internacionais, ao todo 35 países concordaram em participar, dos mais de 50 convites enviados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, o Conselho de Paz para Gaza e que também serviria para diversos outros conflitos. De acordo com veículos de imprensa internacionais, ao todo 35 países concordaram em participar, dos mais de 50 convites enviados.
Entretanto, Trump ainda não possui confirmações de nomes importantes convidados, como o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping.
‘Este é um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado. Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas’, afirmou Trump durante o anúncio.
A ONU tem um ‘potencial tremendo’, diz ele, mas não o tem utilizado. O republicano afirma que existem algumas ‘pessoas excelentes’ na ONU, mas acrescenta que não falou com nenhuma delas enquanto trabalhava nas ‘oito guerras que encerrei’.
Trump reclama que, embora a maioria dos aliados da OTAN tenha aumentado seus gastos militares, a Espanha, por sua insistência, está ficando para trás.
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Assinatura de Trump em Conselho de Paz. — Foto: Reprodução
Em relação à Venezuela, Trump afirma que ‘todas as companhias petrolíferas’ querem entrar imediatamente.
‘No início deste mês, graças à habilidade, poder e força incomparáveis das forças armadas dos EUA, que de longe possuem o exército mais poderoso do mundo, capturamos o ditador fora da lei Nicolás Maduro e o povo da Venezuela. Estamos abrindo o país para nossas gigantescas companhias petrolíferas e está indo muito bem. Já extraímos 50 milhões de barris de petróleo, e boa parte desse volume retornará à Venezuela’.
Estiveram presentes na cerimônia de anúncio:
- Um representante do Bahrein,
- Um representante de Marrocos,
- O presidente da Argentina
- Primeiro-ministro da Armênia
- Presidente do Azerbaijão
- Primeiro-ministro da Bulgária
- Primeiro-ministro da Hungria
- Presidente da Indonésia
- Vice-primeiro-ministro da Jordânia
- Presidente do Kosovo
- Primeiro-ministro do Paquistão
- Presidente do Paraguai
- Primeiro-ministro do Catar
- Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita
- Ministro das Relações Exteriores da Turquia
- Um representante dos Emirados Árabes Unidos
- O presidente do Uzbequistão
- Primeiro-ministro da Mongólia
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Conselho de Paz é lançado por Trump em Davos. — Foto: Reprodução
Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.
A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de “ONU paralela” e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.
Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Roberto Uebel, o discurso de Donald Trump indica uma tentativa de esvaziar o papel da ONU com a criação do Conselho da Paz:
“Trump não gosta da Organização das Nações Unidas, das suas instituições, como a organização mundial do comércio, saiu da saúde. Há um certo desprezo pelo multilateralismo. E ele coloca então esse Conselho da Paz até como se fosse uma espécie de organização substituta da ONU e do próprio conselho de segurança. A gente tem que ser muito realista e pragmático com relação ao funcionamento deste conselho, se de fato ele vai conseguir mudar ou impactar de fato as relações internacionais”, disse.
Já a Dra. em Ciência Política e Profa. de Relações Internacionais do Unincuritiba, Natali Hoff, analisou a postura do Brasil diante do Conselho da Paz:
“O Brasil está adotando uma postura de cautela, assim como outros países. Acredito que o Brasil não deva fazer parte desse conselho, porque isso pode gerar problemas ao país dentro da ONU, principalmente com aqueles que têm poder de veto. Ainda que não tenhamos poder de veto nem sejamos membros permanentes, é um espaço em que o Brasil consegue exercer influência na estrutura do sistema internacional”.
Nem todos foram revelados oficialmente. Porém, entre os nomes estão aliados do Oriente Médio como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar e Egito. Os membros da OTAN Turquia e Hungria, entre outros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente russo Vladimir Putin concordou em participar do chamado Conselho de Paz, órgão proposto pelos americanos com o objetivo de supervisionar a reconstrução de Gaza.
Trump participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e foi questionado sobre o convite feito a Putin. O nome é considerado polêmico, principalmente porque a Rússia está em guerra com a Ucrânia — conflito que desagrada vários países, como os da Europa. O presidente americano reconheceu que isso é verdade e disse que há pessoas controversas na equipe, mas que são pessoas que fazem o trabalho.
Pouco depois, a agência Reuters publicou que Putin comentou o assunto e disse que, na verdade, o convite ainda está sendo considerado. Mesmo assim, Trump afirmou a jornalistas que o presidente russo aceitou o convite. Com isso, há uma espécie de guerra de versões sobre o que realmente aconteceu.
Outros líderes também receberam o convite para integrar o conselho, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Até agora, não há resposta se ele aceita, se aceitou ou se vai aceitar o convite.
Questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, não respondeu se o país aceitaria o convite. Apesar disso, ele deixou claro a defesa do país pelo sistema das Nações Unidas, criticada diretamente por Trump.
Atualmente, a China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. A defesa chinesa nos últimos anos vem sendo por uma reformulação das Nações Unidas, mas sempre em defesa do multilateralismo.
‘O Conselho da Paz é uma organização internacional que visa promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos’, diz um trecho do documento de convite dos EUA.
Sobre o Conselho de Paz, até o momento, o que se sabe é que a Noruega anunciou que não vai participar do grupo. Nessa terça (20), Trump criticou duramente o país por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz e misturou esse assunto com a ambição dele de controlar a Groenlândia. Vale lembrar que o prêmio é concedido por um comitê norueguês independente e não tem relação com o governo do país.