Docente da Afya Cruzeiro do Sul explica os riscos da carteira vacinal desatualizada, combate mitos e reforça que imunizar é um ato de responsabilidade coletiva
Manter a vacinação de crianças e adolescentes em dia é uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças graves, reduzir internações e evitar o reaparecimento de enfermidades que já estavam próximas da erradicação no Brasil. O alerta é da médica pediatra e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Nadia Destro, que destaca a imunização como um compromisso essencial das famílias com a saúde individual e coletiva.
Segundo a especialista, a vacinação incompleta expõe crianças e adolescentes a riscos significativos. “A ausência de vacinas aumenta a chance de contrair doenças que podem evoluir de forma grave, deixar sequelas permanentes e até levar ao óbito. Além disso, facilita a disseminação dessas enfermidades na comunidade, favorecendo surtos, epidemias e até pandemias”, explica a pediatra. Doenças como sarampo e coqueluche, que estavam sob controle, já voltam a ser registradas em diferentes regiões do país.
Além dos impactos diretos na saúde, a médica ressalta que crianças não vacinadas tendem a adoecer com mais frequência, o que reflete em faltas recorrentes à escola e restrições em atividades cotidianas, como viagens e convivência social. “A vacinação não protege apenas contra a doença, mas também garante qualidade de vida e desenvolvimento pleno”, pontua.
Mitos ainda afastam famílias da imunização
Mesmo com ampla comprovação científica, informações falsas continuam gerando insegurança entre pais e responsáveis. De acordo com Nadia Destro, um dos mitos mais persistentes é a falsa associação entre vacinas e autismo. “Isso não tem respaldo científico. Vacinas não causam autismo, não provocam epilepsia e não fazem mais mal do que bem. Pelo contrário: elas salvam vidas”, afirma.
No Acre, a pediatra destaca que a vacina contra o HPV ainda enfrenta resistência. “Existe o medo infundado de que a vacina cause epilepsia, o que já foi amplamente estudado e descartado. A vacina não impede o contato com o vírus, mas evita que a infecção evolua para formas graves, incluindo o câncer”, esclarece.
A atualização da carteira vacinal, segundo a especialista, protege tanto quem recebe a vacina quanto toda a comunidade. “Algumas doenças são altamente contagiosas. Quando a cobertura vacinal cai, o risco de transmissão em massa aumenta, colocando em perigo principalmente bebês, idosos e pessoas com imunidade comprometida”, reforça.
Cuidados antes e depois da vacinação
Antes de vacinar, a orientação é observar o estado geral da criança. “Febre alta ou infecções agudas indicam a necessidade de adiar a aplicação. Já sintomas leves, como coriza, tosse ou congestão nasal, não são contraindicações”, explica Nadia. Crianças com doenças crônicas ou em uso de medicamentos específicos devem passar por avaliação médica para orientação adequada.
Após a vacinação, reações leves são esperadas. “Febre baixa, dor no local da aplicação, sonolência e irritabilidade são comuns e costumam ser controladas com hidratação e medicação para febre e dor. Já reações raras, como febre alta, convulsões ou alergias graves, exigem atendimento imediato”, orienta.
Vacinar é prioridade, não opção
Para pais e responsáveis que costumam adiar a vacinação por falta de tempo ou informação, a mensagem da pediatra é direta. “Vacinar é um dever e uma prioridade. Adiar a imunização aumenta a vulnerabilidade da criança e da comunidade. Procurem um pediatra de confiança, esclareçam dúvidas e mantenham a carteira vacinal atualizada”, destaca.
Nadia Destro reforça que a vacinação é um gesto simples, seguro e essencial. “Vacinar é um ato de amor, cuidado e responsabilidade. Ao vacinar uma criança, protegemos toda a sociedade e garantimos um futuro mais saudável para todos”, conclui.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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