A ação teve como alvo balsas usadas na extração ilegal de ouro em áreas protegidas
Humaitá – Uma operação da Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), provocou momentos de tensão na manhã desta sexta-feira (27) em Humaitá (a 697 quilômetros de Manaus), no interior do Amazonas. A ação teve como alvo balsas usadas na extração ilegal de ouro em áreas protegidas e territórios indígenas do rio Madeira.
(Foto: Reprodução)
Moradores relataram pânico em bairros próximos ao rio Beém, afluente do Madeira. Regiões como São Francisco e Olaria registraram correria, suspensão de aulas e interrupção temporária de atendimentos em unidades de saúde. Segundo testemunhas, agentes chegaram ao local em lanchas e botes, fortemente armados, para garantir o cumprimento da operação e evitar reações de garimpeiros.
Vídeos gravados por moradores mostram escolas sendo evacuadas às pressas, enquanto explosões são ouvidas ao fundo. Em um dos relatos, uma mãe afirma que caminhava com a filha em direção a um posto de saúde quando bombas de gás de pimenta teriam sido lançadas nas proximidades da unidade e de uma escola municipal, causando dispersão. Helicópteros também foram vistos sobrevoando a área urbana em baixa altitude.
Imagens compartilhadas nas redes sociais indicam a destruição de balsas onde ocorria a atividade ilegal e registram disparos efetuados durante a ação. Até o momento, não há balanço oficial sobre prisões, apreensões ou feridos, o que aumentou a apreensão entre moradores.
A população lembra que operações semelhantes já provocaram clima de insegurança no município, como em setembro de 2025, quando uma ação foi descrita por testemunhas como um “cenário de guerra”. Embora parte da comunidade apoie o combate ao garimpo ilegal, moradores cobram maior planejamento e comunicação para reduzir riscos a civis e preservar serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde.
O portal D24AM solicitou nota da PF sobre a operação.
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