Lúcia Aparecida Souza, mãe de Tainara Souza Santos, que teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada em São Paulo, disse que de agora em diante será as pernas da filha. Douglas Alves da Silva está preso pelo crime.
O que aconteceu
Mãe disse que chegou a lembrar-se de quando a filha era criança e a ensinou a andar. “Colocava ela assim e falava: ‘vem [para a] mãe’. Vou ser as pernas dela agora. Ela tem muito amor. Vai ter muito carinho da gente, das amigas, familiares, de todo mundo. Ela vai ser feliz de novo”, afirmou Lúcia, em entrevista ao Fantástico (TV Globo).
Lúcia definiu a filha como uma menina divertida, trabalhadora e mãe. Ela também disse que a filha gostava de dançar.
Mulher relatou estar muito abalada e já ter chorado muito em razão do crime. Lúcia falou que a filha é forte e está se recuperando aos poucos. Ela também pediu pelo fim da violência contra a mulher.
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Mulher relatou estar muito abalada e já ter chorado muito em razão do crime. Lúcia falou que a filha é forte e está se recuperando aos poucos. Ela também pediu pelo fim da violência contra a mulher.
Um horror, um horror. Eu, como mãe, ainda fico pensando assim, as pernas dela, ela no sofrimento ali. O povo buzinando. Ele foi para matar mesmo. Ele não tem coração. Não tem justificativa. (…) Acaba com o sonho de uma mãe, acaba com o sonho de um filho. Hoje foi a Tainara, amanhã é a Evelin, amanhã é a Edna, amanhã é a Maria. Isso tem que mudar.
Mãe de Tainara
Tainara amputou as pernas, fez mais duas cirurgias e colocou pinos de sustentação na bacia. A mulher segue internada em estado grave no Hospital das Clínicas. Ela foi transferida para a unidade na quinta-feira (4). Antes, ela estava no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, o Vermelhinho, na zona norte.
Douglas disse à polícia que não conhecia Tainara, que não percebeu que a mulher ficou presa sob o carro e deixou o local por medo de ser agredido. O preso afirmou, segundo o Fantástico, que provará a inocência ao longo do processo.
Problema com a justiça
Douglas foi preso em 2023 com uma pistola 9mm de uso restrito. Em junho, ele confessou o caso e firmou um acordo com a justiça, mostrou a emissora.
Acordo seria mantido caso Douglas não cometesse nenhum crime, o que não aconteceu. “Você confessou, faz jus a este benefício, então, se acontecer qualquer ilícito criminal, você vai responder até o fim [neste processo]. Aproveita essa oportunidade de permanecer primário porque na sua idade, você é jovem, isso é muito importante”, disse uma pessoa que aparenta conduzir a audiência. O Fantástico não informou se a fala era da magistrada responsável pelo caso.
Entenda o caso
Douglas Alves da Silva, 26, atropelou Tainara na saída de um bar no dia 29 de novembro. Imagens registraram o momento em que ela foi arrastada pela rua Manguari até a avenida Morvan Dias de Figueiredo (Marginal Tietê). O irmão contou ao UOL que Tainara mora na região.
Após o crime, Douglas fugiu, mas acabou preso no dia 30. Testemunhas relataram à polícia que ele conhecia Tainara e que os dois teriam discutido no bar momentos antes, conforme o boletim de ocorrência.
Suspeito puxou o freio de mão do carro para aumentar o atrito e causar mais ferimentos, disse testemunha. Outras pessoas tentaram intervir, mas o motorista acelerou. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio. A ocorrência foi registrada no 73º DP (Jaçanã).
Em depoimento, Douglas disse que seu amigo se desentendeu com o homem com quem a vítima estava, informou o delegado Augusto Bícego. O suspeito afirmou que interveio na discussão entre os dois e tomou uma garrafada no rosto, e que depois ele saiu de carro com o amigo, chamado de Kauan.
Momentos depois, ele afirmou que viu a vítima caminhando com o homem e decidiu “dar um susto” no casal. Segundo Douglas, Tainara se “projetou” contra o carro e foi atropelada. O advogado de Kauan, Matheus Lucena, negou a versão do interrogado, a classificando como “fantasiosa e exculpatória!”.
Suspeito também disse que percorreu mais de 1 km com a vítima presa ao veículo porque o som do carro estava alto. Ao ser questionado sobre ter arrastado a mulher, voltou a citar o volume do som e afirmou que os vidros do carro estavam fechados.
Amigo disse que Douglas tinha histórico de relacionamento com a vítima. Ao UOL, o delegado comentou que o amigo dele já conhecia a vítima.
Suspeito teria histórico de relacionamento com Tainara e ficou “enfurecido”, ao vê-la com outro homem, segundo o delegado. O amigo de Douglas afirmou à polícia que ele não gostou de ter visto Tainara acompanhada.
Defesa de Douglas alega que a informação de que o crime foi cometido por ciúmes é “totalmente infundada”. Em nota enviada ao UOL, o advogado Marcos Tavares Leal disse que Douglas “jamais manteve relacionamento com a vítima” e que o homem não reagiu à prisão, como informado pela polícia. Douglas “se encontrava desarmado e dormindo no quarto de hotel aguardando a chegada de seu advogado para se apresentar a Justiça” quando foi preso, afirmou.